A Terra atual

Pergunta: Grandes cataclismos e pequenos cataclismos. Um dos carmas da Terra é conviver
com eles?

Ramatis: Os pequenos cataclismos, que se apresentam nos desmoronamentos localizados, erupções vulcânicas, enchentes regionais, incêndios florestais, entre outros, são meios dahumanidade recordar de que ela está vivendo em um mundo de provas. Eles fornecem, momentaneamente, uma fotografia do que foi o passado, o último Apocalipse, assim como será o próximo. Entretanto, poucos homens sentem o que isso representa. A maioria tenta ignorar os fatos, descartando-os por não estar vivenciando-os de perto, e, quando muito sendo solidários à distância com as vítimas. Outros tentam fechar seus olhos, porque já passaram por cataclismos que estão registrados no subconsciente, situação inconveniente que os amedronta. Porém, o principal não ocorre, que é a meditação sobre uma vida de provações e os significados destas.

Pergunta: Então, isso que os homens denominam de “atos de Deus”, o descontrole da Natureza, são, na prática, provações que os alertam para o pior?

Ramatis: O que os homens denominam de “atos de Deus”, na realidade, são atos das imperfeições humanas, plasmados sobre o equilíbrio divino que lhes foi concedido pela Natureza. O negativo não acontece se nenhuma força o gerar, e o que a humanidade herda são seus próprios gestos, considerando que Deus não promove o negativo, nem sustenta o desequilíbrio.

Pergunta: Essa sua assertiva demonstra que os homens provocam suas próprias catástrofes? 

Ramatis: Tanto as individuais quanto as coletivas. Esse tem sido o fruto do livre-arbítrio que amorosamente Deus lhes permite. A Natureza é o palco onde os atores da vida desempenham seus papéis críticos sobre eles mesmos. Ninguém conseguirá, na realidade da evolução, desempenhar papel relativo a outro, porque a verdade é intransferível nesse caso. E, além de não serem atores com bom desempenho, os homens ainda se prestam a destruir o teatro que os abriga.

Pergunta: O forte ciclone ocorrido em março de 2004 no sul do Brasil, o qual foi classificado por alguns de furacão do tipo I, pode ser entendido como uma prévia anunciadora dos efeitos do astro intruso?

Ramatis: À medida que o astro intruso se aproxima da órbita de um planeta, mesmo ainda que de certo modo distante, ele emana suas vibrações negativas para aquele orbe, acentuando as imperfeições dos habitantes locais e gerando acidentes climáticos como o furacão mencionado. Quanto mais ele se aproxima, mesmo ainda a duas ou três centenas de anos, começam a acontecer no planeta precipitações climáticas e geográficas inéditas, como abalos sísmicos em lugares onde não ocorriam, fortes ressacas, tornados e furacões, entre outros. Tais vibrações se constituem não apenas em prévias dos processos que detonarão futuramente o cataclismo, mas também em correntes magnéticas que já começam a associar a sintonia do astro com seus potenciais ocupantes que ainda vivem na Terra.

Verifica-se, ainda, o enfraquecimento do magnetismo em torno da Terra, de modo que, em termos espirituais, as emanações benéficas do Logos se tornem também amortecidas, gerando a expansão do materialismo e dos desvios de toda ordem. Enquanto, em termos físicos regiões, diversas, como a do Atlântico Sul, por exemplo, se tornem mais vulneráveis ainda às radiações cósmicas, trazendo o superaquecimento e inúmeros transtornos climáticos como o furacão no Sul do Brasil, e outras perturbações que já vêm ocorrendo como fortes ondas no oceano, violentas tempestades de gelo, e distúrbios no que tange à vegetação à beira-mar.

Pergunta: A Terra, então, fica desprotegida contra meteoritos e outras partículas?

Ramatis: Sim, principalmente quanto às partículas elementares, ou sub-atômicas, que se originam de explosões solares no Universo, na Via Láctea ou em outras galáxias, e que são lançadas à velocidade da luz, ou quase, bombardeando o planeta continuamente. São partículas de tamanho bastante reduzido, porém com alta carga energética, as quais causam danos sérios à camada de ozônio, da mesma forma que os meteoritos e similares, que atravessarão com mais freqüência a atmosfera na forma de pequenas bolas de fogo.

Pergunta: E isso faz recrudescer a violência humana, gerando crimes, guerras e suicídios? 

Ramatis: Os valores negativos afloram nos espíritos, de modo que aqueles que não conseguem conter suas imperfeições deixam-nas fluir como um rio, que segue seu curso normal. As limitações impostas pelas relações familiares são ignoradas com enorme facilidade, como se fossem fios tênues, gerando assassinatos intrafamiliares. Pais assassinam filhos e vice-versa; homens educados, com bom nível social e de boa aparência tornam-se criminosos por causas fúteis; moças se prostituem para alimentar vícios; jovens apelam para a violência, ou deixam-se tragar pela marginalidade. Tudo parece estar errado ou confuso, como se as pessoas não se entendessem mais, e, numa escala maior, surgem as guerras, o terrorismo, os escândalos financeiros nas grandes corporações, que quebram deixando milhares de operários e funcionários desempregados, sucedendo o suicídio de muitos corruptos ou de desempregados em desespero.

A tudo isso se somam problemas de saúde causados pelos raios cósmicos que ingressam na atmosfera, reforçando as emanações do astro intruso, e alterando sobremaneira os genes. São provocadas mutações que trazem doenças celulares e ósseas de modo geral. Também atacando o hipotálamo e o sistema nervoso no contexto dos neurormônios, o que causa doenças como pânico e depressão, entre outras mais graves.

Pergunta: Em livro de sua autoria, existe um texto profético. Considerando ter sido o livro publicado em 1956, parece bastante atual: resumidamente o texto diz que no Apocalipse, os agentes nefastos da política, das ciências e da religião se apresentarão sob a alegoria de três espíritos semelhantes às rãs, tendo em vista que esses homens abomináveis se parecem com os répteis asquerosos do charco, e que, devido à pele escorregadia que lhes dá a proteção desonesta, escorregam e escapam das mãos da Justiça.

Ramatis: Nada mais a acrescentar. Os fatos atuais demonstram o que ocorre, pois todos os dias as manchetes dos jornais e das revistas mencionam a palavra corrupção. Os homens de bem não agüentam mais ouvir sobre tanta deturpação moral associada à tamanha impunidade. As leis existentes são fabricadas para atender aos intermináveis recursos, ou aos decursos de prazo que só servem para proteger os criminosos, fazendo damarginalidade uma profissão rendosa, e da injustiça o resultado da Justiça. E os que podem mudar essas leis agem priorizando itens absurdos, postergando o desenho de uma Justiça mais rápida e eficiente. Todos, sem exceção, criminosos e seus cúmplices passivos, terão que prestar contas à justiça divina, e essa eles não podem corromper.

Pergunta: A corrupção elevou-se em níveis preocupantes.

Ramatis: Quando falo de corrupção não estou me referindo apenas àqueles que desviaram grandes somas dos cofres públicos, ou que receberam propinas ligadas às obras governamentais contratadas em licitações forjadas, mas também aos que, nos sistemas jurídicos e empresariais, se prestam a tornar reféns aqueles que deles precisam. São homens que, para realizar seus trabalhos, só o fazem mediante comissões extras e presentes, recebidos na calada da noite. Caso contrário, tornam-se impassíveis perante seus deveres, prejudicando muitos que acabam por ser vítimas dessa omissão maldosa. É a venda de favores ilícitos, seja no âmbito privado ou no governamental, que leva firmas à falência, homens de bem ao desespero por ver suas firmas ruindo perante concorrências desleais, funcionários ao desemprego e famílias dos corruptos a viver sob o signo das reparações morais e monetárias, bem como da humilhação.

Pergunta: Jesus veio e deu grande impulso ao amor no planeta, porém as imperfeições continuaram. Ele não seria uma nova alternativa ao astro intruso?

Ramatis: A missão de Jesus não foi obrigar ou impor, mas ensinar aos homens sobre o uso adequado do livre-arbítrio. Não somente como liberdade de ação, mas também como liberdade do próprio espírito, quebrando os grilhões das imperfeições. O resultado, entretanto, todos sabem. Se Jesus reencarnasse nos dias atuais, seria acusado de impostor a terrorista, além de outros títulos comuns hoje em dia para as pessoas que não agradam e que de alguma forma, devem ser afastadas. Apenas não seria novamente crucificado porque ele mesmo deu o exemplo do que significou sua morte bárbara, mas seria atirado nas masmorras da maledicência, das acusações infundadas e do falso testemunho, sendo ridicularizado nos jornais e nos programas de televisão. Jesus só é honrado por muitos homens porque viveu no passado e cada um desses falsos cristãos conta a história dele conforme interesses políticos, para justificar atos absurdos no presente. Por esse motivo a presença de Jesus seria incômoda para a grande maioria da humanidade nos dias atuais, e por isso também fazem tantas guerras e massacres em seu nome, pois ele não está presente fisicamente na Terra para explicar a verdade.

Jesus foi martirizado por homens que pisotearam seus ensinamentos de amor e de paz. E não cabe mais que o planeta continue recebendo outros cristos para serem martirizados em prol de uma humanidade cética e lasciva, a qual pouco aprende com o sofrimento alheio. Chegou então o momento crucial para essa parte da humanidade, aquela que escolheu a esquerda do Cristo. Ela também terá o seu martírio, visto que a chance dada com o martírio de Jesus e de muitos outros não foi entendida ou aceita, pois foi o caminho das provas que essa humanidade insensível escolheu e que se transforma em sua opção cármica de sofrimento, apesar de ter tido inúmeras chances de se redimir. Nunca os homens poderão acusar Deus de impaciência, ou de ser vingativo, tendo em vista que atravessaram séculos em encarnações sucessivas, praticando os mesmos atos equivocados, desprovidos de amor ao próximo.

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